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sábado, 5 de junho de 2010

um dos motivos porque uso saltos altos



Wal, já te contei um dos motivos pelo qual eu uso salto alto?


- Não. Mas acho que além de ser baixinha você é também masoquista...


Sério Wal, Uso saltos porque gosto, mas também porque ando de ônibus.


- Minha Nossa Senhora das Bicicletas! O que uma coisa tem haver com outra? Deveria ser o contrário não?


Não mesmo. Você já andou de ônibus lotado?


- Já.


Falo lotado daqueles que nem mosca entra mais e se você tirar o pé do chão alguém ocupa o espaço e você tem que ficar saci pererê até descer. Já andou?


- Acho que sim Gata. Faz muito tempo que não ando de ônibus. Não consigo me lembrar...


É. Com certeza já. Agora imagina você mulher, pegar um ônibus lotado assim, toda limpa e perfumada para ir ao trabalho e... sem salto?


- Até agora não consegui pegar o "mote" desse post...


Ok então. Vou ser mais clara: 
Eu tenho 1,62m exatos. (As pessoas acham que sou mais alta porque tenho postura, pescoço fino e ando sempre, sempre de salto). Imagine uma mulher com a minha altura num ônibus lotado como o que falei acima, ladeada por dois homens. Imaginou?


- Sim. Tô acompanhando o seu raciocínio.


Então, normalmente homens são mais altos do que mulheres concorda?


- Sim. Também concordo.


Se eu estou num ônibus lotado como o descrito acima,sem meus saltos altos, ladeada por dois homens cujos braços estão levantados, o meu nariz vai ficar exatamente na altura da ...


- Da... da... da... Ah tá! Do sovaco dos caras! É lógico!


Hum rum. E por incrível que pareça é mais comum do que muita gente imagina, encontrar uma pessoa fedendo as seis horas da manhã.
Entendeu agora porque também uso saltos? Na verdade vocês homens pensam que esse detalhe só importa quando vamos comprar sapatos, ele é primordial na escolha deles porque pode salvar o seu olfato de uma catástrofe dessas.


- Por isso essa cara de limão azedo?


Exatamente.


- Tenho uma "sugesta".


Fala


- Que tal andar com um desodorante na bolsa?


Tá maluco! Já colocou perfume encima de catinga? É pior do que o mau cheiro!


- Então leva um limãozinho e delicadamente dê de presente a essas pessoas.


Sou cara de pau mas não a esse ponto Wal. Não tenho coragem pra tanto.


- Então só tem uma solução pra você.


Fala.


- Diante de tudo isso... Compre um carro!


Solução simples e barata... Como tudo o que você me sugere ultimamente...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

o dia em que ouvi os conselhos de mamãe e me dei mal

- Isso realmente aconteceu? Acho meio improvável.


Mas aconteceu mesmo Wal. Infelizmente aconteceu.


- Então conta logo Gata! Espera! Vou buscar a cerveja e os salgadinhos porque sei que vai ser um papo bem longo.


Bom, saímos do hospital depois de uma tarde inteira com meu vovis que graças à Deus está um pouco melhor, e  fomos para a parada de ônibus juntas, carregando 20 quilos de manga que Nidinha (esposa de vovis) resolveu trazer pra mamys.


- Parece que ela adivinha os dias em que vocês estão mais cansadas não é? 


Hum rum. Nidinha tem essa capacidade. E eu não posso reclamar. Só agradecer por ela cuidar de meu vovis com tanto amor.
Voltando: Assim que chegamos na parada mamys perde o único ônibus que serve pra ela e vem com a "feliz" idéia de fazermos a integração pra chegarmos mais rápido em casa. Detalhe para que vocês se situem: o horário que saímos do hospital era por volta de 17:40h.


- E aí você disse que não né? Sabia que você tinha se dado mal por não seguir os conselhos de D. Geo!


Ô criatura sem cintura! Leia novamente o título do post. Foi exatamente o contrário! Ela sugeriu e eu acatei porque poderíamos pegar o mesmo ônibus e eu carregaria o peso das mangas até a hora de descer seu insano!


- Foi mals... Viajei feio agora né? 


Acho que isso é excesso de sangue na sua corrente alcoólica... Mas voltando novamente e porque não dizer re-voltando? Vou em pé até a integração, num aperto do caramba, com todo o ônibus me olhando com cara de poucos amigos porque eu só cheirava a manga bem no horário da fome.


- Hum... Devia estar uma delícia!


Olha o respeito seu moço! 


- Desculpe, força do hábito. Foi mais forte do que eu. Continue por favor:


Então, chegamos na metade do caminho e trocamos de ônibus. Eu super feliz porque estava sentada e chegaria em casa a tempo de pegar a padaria aberta e com pão quentinho, quando avisto um mundaréo de fogo na pista e os carros voltando. Ou seja, alguém resolveu fazer um protesto e queimar pneus na Perimetral justamente na hora do rush e comigo tentando chegar em casa.


- Poderia ser pior...


Nem me fale o que sua cabecinha fantasiosa está aprontando! Trocamos mais uma vez de ônibus porque o nosso não conseguia fazer a volta por ser muito grande. E as pessoas começaram a perguntar de onde vinha esse cheiro tão forte de manga...
Esse outro que pegamos, o motorista resolveu aventurar pelo bairro a dentro e tentar chegar na Perimetral num ponto após o incêndio.


- Que cara legal esse não? Entrar em um bairro estranho, só pra cumprir com seu trabalho.


Muita gente ainda pensa dessa maneira Wal. Diferente de você que no máximo recolhe o lixo, joga fora e passa 3 dias usando isso como desculpa pra não fazer mais nada.
Acontece que muitos outros motoristas tiveram a mesma idéia. Agora por favor realiza comigo: uma rua estreita, que mal dá pra passar um veículo passeio com ônibus nos dois sentidos e todo mundo querendo saber quem estava com as mangas?
Foi exatamente neste momento que me arrependi de ter ido pela cabeça de mamys...


- Repito: poderia ser pior...


Nem vem Wal. Saí do hospital às 17:40 pensando em chegar em casa até às 18:30 e só venho chegar agora 21:11, depois de passar por uma ponte de madeira, escapar de virar com o ônibus umas 3 vezes e rezar pra ninguém no coletivo me atacar pra roubar as mangas de mamãe! Não tem como ter lado positivo!


- Tinha criança no busão?


Tinha.


- Ela estava chorando?


Não


- Vomitou ou fez cocô? Se a sua resposta foi não para as duas perguntas com certeza poderia ter sido pior... 
Tinha também algum fanático religioso ou político dentro do ônibus? Se todas as respostas foram não, você estava com sorte mesmo!


Olhando por esse ângulo até que você tem um pouco de razão. Poderia ter sido pior mesmo! Mas juro por Deus que vou ficar com os dois pés atrás por um bom tempo diante das sugestões de mamys...


- Ainda acho que o problema foi com você sabia?


Comigo? Como assim? Eu bem quietinha no meu próprio cantinho e vou ter culpa? Nem vem!


- Gata, essa não é a primeira aventura sua com um ônibus postada neste blog. Estou mesmo convencido: o problema não foi com sua mãe.


Será Wal? Ai, ai...  

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

rolo compressor

Fui trabalhar no Cabo ontem.

- Então vai ter post sobre ônibus não é?

É. Vai sim.

- Posso começar a rir?

Wal, isso chega a ser desumano! Você não sabe o que é pegar um ônibus para o Cabo! No dia que você fizer isso vai entender...

- Conta logo! Caiu de novo?

Não querido. Já estou noutro level. Dessa vez foi um rolo compressor mesmo.

- Dentro de um ônibus? Como é que você consegue essas proezas?

Posso posicionar os personagens?

- Claro. Siga em frente, o texto é todo seu!

Vamos lá.

Personagem 1 – Layla – Trabalhadora, mãe de dois filhos, dona de 2 gatos viralatas que parecem ser de raça. Saindo para o trabalho as 8 da manhã, linda, cheirosa, vitaminada e com sua tradicional blusa branca (com o calor que faz pessoas, trabalhar externo só se for de roupa branca! Alem do que, acho um charme e ainda estou podendo abusar do branco!).

Personagem 2 – Uma mulher, de cabelos arrepiados, olhos arregalados, com a faca na mão... Brincadeira, sem faca na mão. Mas o resto é tudo verdade, junto com a capacidade de esmagar os seres humanos.

O desfecho:

Layla sobe no primeiro ônibus de sua manhã. Já sabe que vai ser uma longa jornada das várias que fará durante o dia. Tenta dissipar o mau humor por ter esquecido de carregar o celular e não poder ouvir suas músicas durante o trajeto. Só pensa quando pegar o segundo ônibus e passar quase duas horas pra chegar ao seu destino. Resolve ler para passar o tempo. O calor já nesse horário é de cozinhar os miolos de um santo, e nossa heroína procura não pensar tanto nele para não dar mais força ao dito cujo.
Ao seu lado, vai sentado um pacato cidadão que não fede nem cheira mas que foi preciso aparecer na história para todos entenderem.

Enquanto isso na sala da justiça... (adoro dizer isso!) Neste caso a sala da justiça é o transporte público em questão. O motorista resolve colocar dentro do mesmo coletivo os tipos mais estranhos da face da Terra.
- Um vendedor de pipocas reclamão porque ninguém comprou o seu produto. Vá fazer marketing meu senhor pra poder aprender a vender seu peixe!
- Um outro vendedor de bombons. Esse gago, que passou todo o trajeto tentando dizer quanto custava “ci-ci-ci-ci-ci-ci-cin-cin-cin-cin-cin-cinco-co-co cincincinco con-con-con-con-fe-fe-fe-fe-fe-fe-fe-fe-i-i-i-i-i-i-i-i-i-i-i-i-i-to-to-to-to-to-to-to-to-to éééééééééééééééééééé
A essa altura o vendedor de pipocas já estava de cabelos em pé, bufando pelas narinas e começou a sessão auto ajuda:

- Ô gago, fala cantando meu! Assim você não gagueja.  Ta atrapalhando o meu negócio! O povo ta descendo e nem eu nem tu consegue vender p*#@$ nenhuma! Deixa eu ajudar: cinco confeito é 1 Real?

E o gago intimidado só fazia balançar a cabeça negativamente.

- P*#@$ gago, mais que isso já é roubo! Além de gago tu é ladrão também?

- Na-nã-nã- nã-nã- nã-nã-NÃO! É-é-é-é-é cin-cin-cin...

- PQP! Cinco Real? È de ouro é gago? Vai roubar assim lá em casa!

E o gago já vermelho e com vontade de matar o pipoqueiro desembesta a falar:

- nãofilhodamãeééécinquentacentavosessap*#@$!!

- Ah ta. Pessoal é só cinqüenta centavos. O gago não é ladrão não. (Foi mal aê viu gago?) Ele é só gago mesmo. Vamo ajudar o cara pra ele poder pagar um médico. Sejam caridosos!

Enquanto isso no ônibus da justiça, voltamos a nossa heroína...

Todo mundo já morrendo de rir, a personagem número dois resolve entrar em cena. Isso tudo porque o pacato cidadão, sentado ao lado da doce mocinha, vai descer e vaga um lugar que a mulher de cabelo arrepiado, olho arregalado... resolve ocupar de uma maneira bem mais agressiva que o MST.
Visto que a senhora estava a uns 2 metros da cadeira, numa manobra quase Keanu Reaves em Matrix, joga uma sacola na direção da nossa heroína e grita em alto e bom som arregalando mais ainda os olhos:

- Minha filha, bote minha bolsa aí que eu já estou chegando no meu lugar!

Aí Wal, você sabe o que é um rolo compressor né?

- Sei sim gata.

Acho que um de verdade não provocaria tantos estragos. Ela saiu feito um tsunami tirando do seu caminho tudo o que parecia desnecessário. Parecia apenas, porque na verdade eram pessoas.
Meu coração começou a acelerar e os duendes que moram no meu cérebro começaram a gritar: Levanta! Levanta! Levanta logo pelamordeDeus! Só que não deu tempo porque eu fiquei em câmera lenta vendo tudo aquilo e quando eu vi, já estava sendo literalmente comprimida por um derrier de proporções inimagináveis!

- Você foi esmagada por um trazeiro?

Numa linguagem mais popular sim.

- Gata, em lugar nenhum do planeta uma bunda deste tamanho pode ser chamada de derrier. Derrier é o de Juliana Paes!

Tem razão Wal. Foi um grande popô que me esmagou. O pior foi ter que passar o resto do dia com a sensação de que eu fui esmagada por um rolo compressor que tinha passado primeiro num banheiro público.

- Gata, nem sei o que dizer...

Não há o que falar Wal. E isso tudo aconteceu apenas no primeiro ônibus!

- E o outro? Ainda teve história?

Claro. Mas isso fica para um outro post.

- Posso dar uma sugestão?

Manda.

- Dá próxima vez que você for ao Cabo, leva um bom ar na bolsa. É melhor cheiro de flores silvestres do que de banheiro público!


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

acidente

Antes que você pergunte, já vou adiantando: dessa vez não tive a menor culpa.


- Coisa que duvido muito. Mas do que você está falando?


Me machuquei. Na verdade me acidentei.


- COMO FOI ISSO? TÁ DOENDO? SENTA AQUI! CALMA, CUIDADO PRA NÃO DOER.


Fui descer do ônibus e quando já estava com todo o corpo embaixo, o motorista fecha a porta em meu braço e saiu me arrastando por uns 4 metros. Tô com uma luxação no ombro por causa da pancada e tomando antiinflamatórios.


- Que Filho da Mãe! Anotou a placa?


Um rapaz que estava perto e viu tudo anotou e me entregou. Vejo isso depois. Agora quero tomar banho e descansar um pouco. Pode ser?


- Claro, claro. Precisa de ajuda?


Vou precisar sim Wal. Não consigo levantar o braço pra tirar a blusa.


- Ok. Vamos lá.


(minutos depois)


 - Confortável gata?


Sim Wal. Obrigada.


- Deixei água ao lado da cama e seus comprimidos pra dor. Vou fechar as cortinas e deixar você dormir um pouco. Se precisar estou aqui ao lado viu?


Poxa Wal, obrigada mesmo. Você é um doce viu? Obrigada por cuidar de mim.


- Que é isso gata. Não precisa agradecer. Faço porque gosto de você. Agora acho que você deveria andar menos de ônibus. Já viu que estão ficando freqüentes suas histórias com eles? (veja a primeira aqui)


Gentileza sua dizer que são histórias.


- Pois é. Já fui chamado de grosso pela Fran. Estou tentando me redimir, afinal ela está sempre passando por aqui...


Muito bem! Fico muito orgulhosa de você viu? Mas não fica muito manso não porque aí vou pensar que você tá doente.


- Combinado. Agora descansa. Mais tarde conversamos enquanto você assiste a novela.


Porque não na hora do jogo?


- Gata, jogo é sagrado!


E novela também! Principalmente na última semana.


- Na verdade só na última semana né? Só vejo você "acompanhar" a última semana!


Isso são apenas detalhes. Mais uma vez obrigada viu? Você foi um fofo cuidando de mim.


- Já disse que não precisa agradecer.


Mesmo assim obrigada.


- Gata, quando você me pede ajuda pra arrumar a casa, dar banho nos gatos, fazer feira, eu tô fora. Mas pra te ajudar a tirar a roupa e assistir de camarote o seu banho... Será sempre um prazer!


Seu, seu, seu cretino! 






P.S.: Pessoas, talvez demore um pouco para atualizações. Muito ruim digitar com uma mão só. Espero estar de volta logo, logo! Beijos na alma de todoooooooos!


terça-feira, 1 de setembro de 2009

cantada um tanto inusitada




Oi Walter.
- Fala gata. Como foi seu dia?

Normal. Visitei clientes, vendi umas mesas, andei pra caramba. Ai que falta faz um carro...

- Realmente. Faz sim.

Ah! Aconteceu uma coisa diferente hoje.

- Conta. Já imagino a “emoção”.

Estava eu no ônibus voltando pra casa, ouvindo meu mp3, lendo Zíbia e cantando...

- Você não perde essa mania de parecer louca né? Sabia que é isso que as pessoas pensam quando olham pra você, mexendo a boca sem saber que debaixo de tanto cabelo existe um fone de ouvido ligado a um aparelho que transmite som? E ainda por cima lendo também!

Não ligo sabia? É até divertido ver com o rabo do olho a cara delas. Deixa eu voltar ao assunto agora?
Então, aí senta do meu lado um rapaz (até um gato por sinal). Que fica tentando puxar assunto. Só que eu estava a fim mesmo de ler o livro. Tá numa parte interessante e o ônibus é o único lugar que tenho tempo.
Depois de vários sorrisos amarelos e inúmeros humrum, ele resolve perguntar o que estou lendo:


O Advogado de Deus


- Há é tipo aquele filme O Advogado do Diabo?


Não. É um romance espírita de Zíbia Gasparetto.


- Espírita tipo o assunto dessa novela Alma Gêmea, sobre vidas passadas?


(Não conheço outra forma de romance espírita que não fale de vidas passadas, mas resolvi dá uma chance pro bofe):
Exatamente.


- Gosto muito dessa novela. Principalmente depois de ter conversado com uma amiga que me explicou que todos nós temos uma Alma Gêmea na vida.


Que bom. (Gostaria de voltar a ler...).


- Qual o seu nome?


Layla


- Bonito.


(Repararam que ele não disse o dele?)


Obrigada. (nem eu tava a fim de perguntar...)


- Layla, será que você não quer me dar o seu telefone?


Hein?


- O seu número, já pensou se nós dois formos almas gêmeas? Como poderemos saber sem nos comunicarmos?


Amigo, (que eu ainda não sei o nome...) se realmente formos almas gêmeas não será por um número de telefone que deixaremos de nos encontrar, concorda? Estaremos predestinados a nos acharmos de alguma maneira. Se eu te der o número do meu celular perderemos o melhor da descoberta: a busca!

- Péra! Para tudo! Esse cara te cantou?

Qual o espanto?

- Não, quer dizer, achei que fosse um post sobre alguma leseira sua e não sobre um cara qualquer que você deixou sentar ao seu lado e puxar assunto!

Cê tá com ciúme?

- Quem? Eeeeeeeeu? Imagina! Tenho mais o que fazer!

Rsrsrsrs. Ok Wal. Mas fica tranqüilo, não valia a pena. Não passei o número pra ele. Deixei que “nossas almas se encontrem sozinhas se esse for nosso destino...”
Pessoas foi ciúme mesmoooooo! Pode?


sexta-feira, 20 de março de 2009

a bela adormecida


Oi!
 - Oi.
 Ta com raiva?
 - Não tenho como. Você sumiu, não estava perto o suficiente pra me fazer sentir raiva.
Eita! 1 X 0 pra você Wal.
 - ...
 Olha, desculpa a ausência. Estou muito cansada. Milhões de coisas a fazer e outras tantas pra administrar. Tô correndo feito louca pra conciliar tudo. Infelizmente sobrou pra você.
 - É... Agora me diz: Onde está aquela infame capacidade feminina de fazer tudo ao mesmo tempo e com perfeição?
 Ih Wal... Perguntou pro modelo errado. Meu HD é antigo e já deu pau tantas vezes que já perdi as contas. Estou obsoleta no mercado.
 - Você está querendo dizer, ou melhor, assumir que precisa de um upgrade?
 Acho que sim. É. É isso sim.
 - Hum...
 Que foi?
 - Estou avaliando pra vê se precisa trocar a lataria também.
 Que?! Olha Walter, sem cretinice hoje. Meu corpo não está agüentando o mesmo ritmo do meu cérebro. E isso está me deixando incomodada além de me fazer pagar o maior mico da história da minha vida.
 - Qual foi o dessa vez?
 Eu cai
 - Não entendi.
 Eu cai no ônibus
 - Fala pra fora pô! Não tô ouvindo!
 EU CAI NO ÔNIBUS!! Ouviu agora? Acho que o prédio todo escutou!
 - Ah ta. Mas a culpa não foi sua gata. Foi do motorista. Com certeza. Eles dirigem feito loucos. Machucou?
 Só moralmente.
 - Você deveria fazer um blog em homenagem a ele também. “A culpa é do motor... O @#$%* do Motorista!”
 Olha Wal, não foi bem assim que aconteceu...
  - Não? Então conta pra mim meu bibelô de penteadeira de tia vitalina...
 Bom... Eu caí porque...
... eu, eu, eu...
 - Tu o que mulher! Fala logo!
 Eu caí porque dormi. Pronto! Falei. A blogsfera toda agora sabe que eu, Layla Barlavento, mãe de plantão, perua assumida, fresca até o último fio de cabelo ruivo de nascença, dormi no ônibus, sobrei na curva e caí de derrier no chão!
 - Bom, nesse caso retiro todas as ofenças gratuitas ao motorista. Aê cara, foi mal valeu? Rsrsrsrsrsrsrsrsrs
 Ta rindo do que?
 - Nada não...
 Ta rindo de mim né?
 - Não exatamente. Tô rindo da cena e me esforçando para por outra pessoa no seu lugar. Mas minha imaginação teima em ser fiel gata.
 Walter, Walter. Você tem noção do grau do perigo que gratuitamente resolveu correr?
 - Princesa, como diz meu amigo Simba* “Eu riu do perigo”. E particularmente, não vejo motivo pra você ficar assim . Todo mundo passa por uma situação dessas.
 É? Cê acha?
 - Claro! É normal! Todo mundo que eu conheço já pagou mico no ônibus.
 Até você?
 - Não gata. Eu sou de outro mundo esqueceu?
 É. Às vezes esqueço. Você é tão real pra mim...
 - Pois é. Obrigado.
 ... Peraí! Como é que pode ser normal e você conhecer muita gente que já pagou mico no busão se você não conhece ninguém além de mim?
 - Quá! quá! quá! quá! quá! Demoro hein? Acho que a queda avariou alguma coisa aí nesse HD obsoleto. Quá! quá! quá! quá! quá!
 Certino!
 - Pf, pf, pf. Acho... quá, quá, quá! Que você... quá, quá, devia mudar o nome do blog. rsrsrsrsrsrsrs
 É palhaço? Sei que vou me arrepender de perguntar mas diz, pra qual?
 - “Sou a Bela Adormecida. Para me acordar, não precisa beijar, basta derrubar.” Quá! quá! quá! quá! quá!
 Porque? Porque meu Deus fui começar esta conversa?
 - Quá! quá! quá! quá! quá!
 Tomara que você tenha um treco de tanto rir...
* Personagem principal do filme Rei Leão da Disney