domingo, 8 de fevereiro de 2009

conversando

Ei gata, tais me ouvindo?
- Como não poderia? Na verdade, só quem pode sou eu né? No dia em que não mais te escutar, vou dar uma festa!
Sério princesa? Faço tanto mal assim a você?
 - Não Walter, não. Foi só força do hábito. Só quem faz mal a mim, sou eu mesma... Mas deixa pra lá. Diz aí, o que queres?
 Tô preocupado contigo, com seu silêncio...
 - Hein? Não estou falando contigo agora?
 Não estou falando desse silêncio verbal. Tô falando de sua cabeça. Ta vazia. Você não está pensando em nada. Ou melhor, está pensando em muitas coisas mas, não me permite passear pelos seus pensamentos.
 - Tô me sentindo oca Walter. Sem entender porque tem que acontecer assim. Porque tudo tem que trazer dor e levar o riso embora.
 Porque se assim não fosse não seria vida Gata.
 - Recentemente ouvi uma afirmação que me deixou pensativa por vários dias. A pessoa me disse que tudo isso vai passar, porque um dia pensei que nunca pararia de sentir a dor de me separar do pai do meu filho. E hoje estou aqui, firme e forte, (?). Será que funciona assim mesmo?
 Você tem que parar de ouvir o que os outros tem como verdade gata. Até porque cada um tem a sua. O que é bom pra você, nem sempre é bom pra mim, nem para os outros. Isso porque o Chefão é tão perfeito que fez cada um de nós de forma única. E sendo todos assim, não podemos aplicar a mesma receita em todos os casos, correto?
 - Sim.
Sua vida pertence a você. O poder de decidir o que fazer com ela é seu. Os amigos podem ajudar e muito, é verdade, mas a direção a seguir só você pode escolher.
Isso que te incomoda hoje, pode ser que amanhã já não incomode. Porém só cabe a você decidir isso. Eu estou aqui só pra te apoiar.
- Mas eu não quero que passe. Não dessa forma que me oferecem! Sem escolhas, sem opções e com muitas lágrimas. Isso tudo está me sufocando. E, se não sou claustrofóbica por fora, sou por dentro. Não consigo viver assim com tanta pressão pra fazer as coisas do modo que o mundo convencionou ser o certo. Quero poder fazer acontecer da maneira que me deixe bem...

Então está tudo resolvido. Não há motivos pra drama nem choro e muito menos ausência de pensamentos. Você sabe o que quer e como quer, então é só ir em busca do que é seu por direito. Essa é sua escolha, esse é seu caminho e quem estiver em desacordo com isso, em seu lugar eu mandaria pra Pu...

- Ei rapaz! Esse blog é visitado por crianças! Modere suas palavras!

Isso é hipocrisia! Um dia elas irão ouvir coisa até pior do que isso de outras pessoas!

- É mas não no meu blog. Outra coisa, usar esses termos, cujos significados foram obcenamente deturpados não passa de uma completa e total falta de criatividade em pensar numa palavra que se encaixe no contexto. Então, estou contribuindo para que os meus leitores não emburreçam!

Tudo bem, você manda. Mas é que às vezes um palavrão faz bem a alma. Isso você não pode negar!

- Chega Walter, já mudamos de assunto, o tema desse post é outro.

Não gata, mudamos não. Eu estava sugerindo que você mandasse o povo da oposição, hum... como direi... Encher pneu de trem! Melhorou?

- Um pouco...

Pois bem, como seu amigo, esse é o meu conselho. Seja você, seja feliz a seu modo, e que o mundo aceite isso ou perca o prazer de te ter por perto! Nada de seguir os conselhos do E.T.. “Bee Good” já era! Seja boazinha pra você, e que o mundo te ame dessa maneira!

- Valeu Wal, tava precisando mesmo de uma injeção de ânimo...

Não por isso gata, você sabe que no fundo foi interesse. Tô cansado de passear pelo vazio de sua cabeça.

- Ok Wal, recado entendido, vou abrir algumas portas por onde você possa voltar a transitar ok?

 Agora sim, estamos começando a nos entender!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Olá Galera. 
Pela primeira vez, depois de dias resolvo me pronunciar diretamente à vocês.
Meu nome é Walter. Walter Ego.
Pela psicologia, seria eu uma manifestação de um outro eu inconsciente de Layla. Eu particularmente prefiro a definição literária: “A expressão da personalidade do próprio autor de forma geralmente não declarada. Normalmente um super herói” Wikipédia
Já a minha princesa prefere me classificar como um “amigo imaginário”. Eu acho estranho uma mulher de 30 e poucos anos ainda ter um amigo imaginário... Mas apesar de afoito, ainda não enlouqueci a ponto de levantar certos questionamentos, principalmente durante este período pelo qual ela passa.
Sou tudo isso mesmo que ela fala: machista, grosso, estúpido, Flamenguista (mesmo quando ela quer dar um tom pejorativo, essa qualificação sempre será elogiosa), não sou romântico porque não acredito em amor, exceto o de mãe. Acredito nas pessoas e acredito também que elas são aproveitadoras. As relações entre os seres pra mim não passam de escambo, pra não dizer uma feira do troca–troca. “Eu te dou carinho, você me devolve na mesma moeda”, ou “Eu te alimento, e você cuida de minhas cuecas”.
Adoro quando ela deixa, sem querer, transparecer que está preocupada comigo e detesto quando ela está triste, porque isso me enfraquece. E então, desejo que tudo passe logo e eu possa ouvir o seu riso novamente ecoar dentro do apê.
Já deu pra perceber que eu gosto dessa garota. Gosto e muito. Sei que o que eu vou confessar é perigoso, mas aprendi com ela que a única pessoa pra quem não posso mentir nunca é pra mim mesmo. Então o que tenho pra confessar é que adoraria vê-la feliz. Não que ela não seja! Entendam: ela é. Mas não como eu acho que mereça. Queria dar a ela uma felicidade plena, eterna, sem dores, dissabores, mortes e lágrimas de tristeza. Mesmo sabendo o risco que corro com esse pedido. Ela sendo eternamente feliz, não precisa de “amigo imaginário”, Alterego, ou qualquer porcaria de nome que queiram me atribuir. Sendo feliz, eu não preciso mais estar aqui. Ela estará completa com o que ela é, e terá a felicidade junto aos seus. Não precisará mais dos meus puxões de orelha, dos tapinhas nas costas, nem das frases de efeito que a deixam de queixo no chão ou de cabelo em pé. Terá apenas o que a move e que eu não acredito: o amor. Sentimento, ou fantasia que ela busca encontrar todos os dias quando acorda e tem sua conversa com o “Chefão”.
Sei que o meu desejo é muito utópico, mas é de verdade. Vivo porque ela existe e, portanto nada melhor do retribuir essa dádiva do que desejar o que ela mais anseia todos os dias. Sinto que seu coração está triste e silencioso demais. Talvez por isso ela esteja tão longe de mim. Reconheço que sou muito chato, às vezes. Só às vezes! No restante do tempo sou apenas realista e sincero. Mas ela está bem frágil e sempre se esquivando de ouvir o que invariavelmente eu diria e que conseqüentemente e certeiramente a magoaria. Por isso estou aqui, agora, escrevendo essas frescuras que não me atreveria em momentos normais. Me abrindo pra vocês que não me conhecem. Devo estar mesmo ficando louco... Não importa mesmo não? O motivo de vocês me conhecerem e até me odiarem é o fato dela existir. Coisa simples e comum, mas que pra mim faz muita diferença.
E chega de frescura porque tô ficando muito florzinha com esse papo. Não se acostumem com essa idéia nova porque não vai passar desse post ouviram? Essas baboseiras pertencem a Barbie que divide apartamento comigo e não a mim, eu tô mais pra um Comandos em Ação do que qualquer outro brinquedo. Pronto, é isso. Qualquer coisa tamos aí, falou? E galera? Se tem amor a vida, sem comentários ok?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar... é voar"

Kid Abelha - Meu vício agora