Oi Walter.
- Fala gata. Como foi seu dia?
Normal. Visitei clientes, vendi umas mesas, andei pra caramba. Ai que falta faz um carro...
- Realmente. Faz sim.
Ah! Aconteceu uma coisa diferente hoje.
- Conta. Já imagino a “emoção”.
Estava eu no ônibus voltando pra casa, ouvindo meu mp3, lendo Zíbia e cantando...
- Você não perde essa mania de parecer louca né? Sabia que é isso que as pessoas pensam quando olham pra você, mexendo a boca sem saber que debaixo de tanto cabelo existe um fone de ouvido ligado a um aparelho que transmite som? E ainda por cima lendo também!
Não ligo sabia? É até divertido ver com o rabo do olho a cara delas. Deixa eu voltar ao assunto agora?
Então, aí senta do meu lado um rapaz (até um gato por sinal). Que fica tentando puxar assunto. Só que eu estava a fim mesmo de ler o livro. Tá numa parte interessante e o ônibus é o único lugar que tenho tempo.
Depois de vários sorrisos amarelos e inúmeros humrum, ele resolve perguntar o que estou lendo:
O Advogado de Deus
- Há é tipo aquele filme O Advogado do Diabo?
Não. É um romance espírita de Zíbia Gasparetto.
- Espírita tipo o assunto dessa novela Alma Gêmea, sobre vidas passadas?
(Não conheço outra forma de romance espírita que não fale de vidas passadas, mas resolvi dá uma chance pro bofe):
Exatamente.
- Gosto muito dessa novela. Principalmente depois de ter conversado com uma amiga que me explicou que todos nós temos uma Alma Gêmea na vida.
Que bom. (Gostaria de voltar a ler...).
- Qual o seu nome?
Layla
- Bonito.
(Repararam que ele não disse o dele?)
Obrigada. (nem eu tava a fim de perguntar...)
- Layla, será que você não quer me dar o seu telefone?
Hein?
- O seu número, já pensou se nós dois formos almas gêmeas? Como poderemos saber sem nos comunicarmos?
Amigo, (que eu ainda não sei o nome...) se realmente formos almas gêmeas não será por um número de telefone que deixaremos de nos encontrar, concorda? Estaremos predestinados a nos acharmos de alguma maneira. Se eu te der o número do meu celular perderemos o melhor da descoberta: a busca!
- Péra! Para tudo! Esse cara te cantou?
Qual o espanto?
- Não, quer dizer, achei que fosse um post sobre alguma leseira sua e não sobre um cara qualquer que você deixou sentar ao seu lado e puxar assunto!
Cê tá com ciúme?
- Quem? Eeeeeeeeu? Imagina! Tenho mais o que fazer!
Rsrsrsrs. Ok Wal. Mas fica tranqüilo, não valia a pena. Não passei o número pra ele. Deixei que “nossas almas se encontrem sozinhas se esse for nosso destino...”
Pessoas foi ciúme mesmoooooo! Pode?